
Brasileiro lidera laboratórios na Califórnia (EUA)
Para celebrar o nono Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, estive no laboratório do Sanford Consortium, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), um dos mais (senão o mais) avançados laboratórios de neurociência do planeta, onde conversei com o neurocientista Alysson Muotri — um brasileiro, PhD, que lidera um verdadeiro batalhão de pesquisadores naquela universidade (você pode ver o vídeo desta visita no site da Revista Autismo — em www.RevistaAutismo.com.br).
E foi lá em San Diego, no extremo Sudoeste dos Estados Unidos, cidade que faz divisa com o México, que Alysson me mostrou o trabalho que tem sido feito na busca pela cura do autismo e de outras síndromes e doenças — de síndrome de Rett e mal de Parkinson até anorexia nervosa, zica e mal de Alzheimer.
O campus fica num dos mais belos cenários da California, com vista para o Oceano Pacífico, caprichosamente localizado próximo a uma pista de vôo de paraglider, num dos melhores lugares para se admirar o pôr-do-sol da costa oeste estadunidense, a região de Torrey Pines.
No mesmo prédio ficam vários laboratórios, integrados exatamente para promoverem a transdisciplinaridade entre os mais diversos campos de pesquisa, com três principais corredores onde em cada sala algo da nata da ciência está sendo pesquisado e a qualquer momento podem brotar importantes descobertas — como há poucos dias de lá descobriu-se que anorexia nervosa tem uma base genética e biológica passível de modulação farmacológica, o que abre caminho para se descobrir a causa e melhores tratamentos. No corredor central, os equipamentos mais pesados para facilitar a logística.
O paulistano Alysson, que fundou, no ano passado a primeira startup de medicina personalizada do mundo, a Tismoo, voltada predominantemente a fazer análises genéticas de autistas, e acabou de lançar o livro “Espiral — Conversas Científicas do Século XXI”, pela editora Atheneu, também é pioneiro na criação de mini-cérebros em laboratório, o que inclusive foi usado para o primeiro estudo do mundo que confirmou a relação entre o zika vírus e a microcefalia, publicado na renomada “Nature”. Os mini-cérebros têm ajudado muito na busca por entender diversas síndromes e doenças, além do autismo, e tem ganhado destaque mundial na mídia.
>Leia a reportagem toda na Revista Autismo em: http://www.revistaautismo.com.br/noticias/a-nata-da-pesquisa-sobre-autismo
Veja o vídeo:




O título deste texto é a pergunta que mais ouço nos últimos tempos. Uma dúvida recorrente, principalmente entre pais de pessoas com autismo, sobretudo crianças. Para responder, escrevo este breve texto na tentativa de explicar alguns conceitos e desmistificar as questões envolvidas nesta escolha do melhor tablet para o uso com (e por) pessoas com autismo — além de crianças de um modo geral, com ou sem necessidades especiais.